Amor Em Alta Frequência
Uma semana depois daquela tarde mágica na Books and Coffee, a rotina voltou a nos envolver. Eu, mergulhada nas pautas e deadlines do New York Times, equilibrava entrevistas, reuniões de pauta e revisões intermináveis de artigos como editora-chefe. Benedetto, por sua vez, passava horas em frente a telas cheias de linhas de código, coordenando sua equipe de desenvolvedores e fechando contratos importantes para sua empresa de tecnologia. Apesar da correria, trocávamos mensagens durante o dia, pequenos lembretes, sempre com aquele tom divertido e apaixonado que nos mantinha conectados.
E com isso a semana passou voando e o fim de semana
havia chegado e o momento de se desligar do trabalho também; Pois então, era
uma sábado por volta das 13:30, eu estava na porta do meu prédio, o Queen
Elizabeth, no Upper East Side. Usando uma blusa preta justa, mini saia de couro vermelha vibrante, jaqueta de couro
preta e botas de cano alto com salto fino. O batom vermelho destacava meu
sorriso, os óculos escuros davam um ar misterioso e a bolsa pequena de corrente
dourada completava o visual, que era um estilo descolado e sexy. E o sol da
primavera iluminava a rua, enquanto eu me sentia pronta para um rolê diferente
e esperava o meu namorado chegar, para me buscar para sair.
Então eu estava na porta do edifício esperando meu
namorado, até que de repente , o ronco de uma moto ecoou pela rua e então
Benedetto surgiu pilotando sua moto Ducati preta, com um ar irresistivelmente
charmoso, descolado e com o “molho” que só os italianos tem; Usando uma jaqueta
de couro marrom, camiseta branca básica, jeans escuro e botas pretas. O cabelo
bagunçado pelo vento e os óculos escuros completavam o estilo de galã italiano.
Deste modo, ele estacionou em frente ao prédio, tirou
o capacete e sorriu com aquele charme inconfundível dele;
- Pronta para um rolê inesperado,
Kitty?- ele disse, estendendo a mão para mim
- Sempre, Ben. Ainda mais quando você
aparece assim, parecendo protagonista de filme- eu respondi rindo
Então eu sorri e em seguida, eu subi na moto e nos
lançamos pelas ruas de Manhattan; E sem revelar o destino, seguíamos andando
pelas ruas de Manhattan, com vento batendo no rosto e meus cabelos balançando
ao vento e eu me sentindo livre, leve e solto ao lado do meu amor e agarrada
nele. Portanto após uns minutos andando pela cidade, nós finalmente chegamos ao
destino, que era o bairro East Village, bairro de hype e alternativo; Aonde a
moda do momento eram as baladas e festas em cafeterias hypadas durante o dia(as
chamadas coffee parties) e onde nosso encontro/rolê seria numa cafeteria famosa
da cidade chamada The Bean.
Então assim que Benedetto estacionou e descemos da
moto, nós entramos na cafeteria e com isso, ao entramos no lugar, nos deparamos
com o local lotados de pessoas e com o ambiente, que era vibrante: luzes coloridas, decoração
moderna com grafites e pinturas contemporâneas nas paredes, mesas de madeira
rústica e um espaço aberto onde o DJ comandava a festa. Jovens dançavam com
copos de cappuccino, frappuccinos e cafés expresso na mão, como se fosse um
festival de música.
Com isso pedimos nossos cappuccino de canela e assim
que retiramos nossos pedidos, Nós nos misturamos à multidão, cada um com o seu
copo de cappuccino de canela na mão. A música pulsava no ar, misturando batidas
eletrônicas da música World Hold On de Bob Sinclar com o aroma de café fresco.
Benedetto segurou minha mão e me puxou para o centro do espaço, onde jovens
dançavam como se o mundo fosse apenas aquele instante. Eu ri, surpresa, mas
logo me deixei levar pelo ritmo. O contraste era delicioso: cappuccinos nas
mãos, luzes coloridas refletindo nos óculos escuros, e corpos se movendo como
numa balada secreta. E com isso fomos tomando nossos cappuccinos, enquanto
entre um gole e outro, nós curtíamos a vibe do rolê e dançávamos feito louco e
nossos corpos se mexiam e balançavam no ritmo da batida, ao som de músicas
icônicas como: Glad You Came do The Wanted, e Memories de David Guetta.
Contudo era por volta das 15:00 a gente estava
curtindo a coffee parties, até que Benedetto se aproximou de mim e do meu
ouvido, vencendo o som alto do DJ e;
- Kitty, hoje não tem pauta, não tem
código. Só nós dois e o ritmo- ele disse em meu ouvido
E desse modo, ele me envolveu pela cintura, guiando
meus passos, ao som da canção I Gotta Feeling dos Black Eyed Peas; E eu, que
sempre achei que não era tão boa dançarina, me senti leve, como se o chão
tivesse desaparecido. A cada giro, o mundo se tornava borrado, mas o sorriso
dele permanecia nítido, como um farol e eu estava amando viver tudo isso ao
lado dele e viver essa louca aventura.
Então o Dj mudou o set, trazendo músicas europeias e
até um set de músicas italianas, que quando começou a tocar a música Tu con chi
fai l’amore da banda italiana The Kolors, ele(Benedetto, o CEO mais sério de
Manhattan) se soltou completamente, fazendo passos exagerados, dançando feito
louco, gesticulando e cantando alto, enquanto eu ria e dançava juntinho,
curtindo cada segundo ao lado do meu namorado Italiano que tinha um charme irresistível
e inconfundível, que fazia com que eu me apaixonasse cada vez mais por ele.
Então, entre risadas e
movimentos improvisados, nos misturamos à multidão. O tempo parecia suspenso, e
por alguns minutos não éramos editora-chefe nem CEO de tecnologia, éramos
apenas dois apaixonados descobrindo uma nova forma de estar juntos e de
aproveitar o que essa metrópole tem de melhor a oferecer.
Depois de um tempo, quando o ritmo das músicas começou
a desacelerar, Benedetto me puxou para fora da pista; e com isso, sentamos em um canto mais tranquilo e
reservado, com nossos dois copos de cappuccino de canela ainda fumegantes,
dando uma pequena pausa na dança e então nós terminamos de tomar nossos
cappuccinos enquanto tentávamos conversar sobre como esse tipo de rolê combina
com a gente e em como estavam amando o rolê e nos divertir, mas o som alto não
permitia, então ficamos em silencio alguns minutos recuperando o fôlego depois
de muita dança e então terminamos de beber nossos cappuccinos e quando eu achei
que o cansaço havia me vencido, eu comecei a ouvir um som e batida familiar e
de repente;
-eu não acredito que o DJ colocou essa música, eu amo
demais, essa música!-eu disse me levantando de minha cadeira e puxando o
Benedetto comigo para o centro do lugar;
O Dj havia mudado o ritmo e colocado a música On The Floor de Jennifer Lopez feat. Pitbull;
Deste modo, eu me joguei na dança e no beat da canção e então senti como se
Manhattan inteira vibrasse junto comigo. As luzes piscavam em sintonia com cada
batida, e eu comecei a dançar de forma mais sensual, provocando Benedetto com
olhares e movimentos sensuais, girando ao redor dele e se aproximando cada vez
mais, colando meu corpo no dele.
Com isso ele entrou na brincadeira, colando atrás de
mim, dançando junto, enquanto eu me movia agarradinha nele; A canção tinha uma
batida e vibe inexplicável, que eu me deixava levar; Eu estava sensualizando,
descendo até o chão e jogando o meu cabelo bem na frente dele e depois eu
levantava e ficava deslizando as minhas mãos pelo corpo musculoso e sexy do meu
namorado, enquanto as mãos fortes dele estavam em minha cintura e meus quadris
que se movimentavam conforme a batida da canção. E diante disso, a nossa química
era explosiva, como se o mundo tivesse parado para nos assistir e a nossa
química era tão intensa que incendiou o ambiente e todos na cafeteria ficaram
nos olhando e pensando: “que casal!”. Eu girava, ele me segurava pela cintura,
e juntos criávamos nossa própria coreografia apaixonada e intensa.
Nós dois dançávamos agarrados, com uma química e uma
energia tão intensa, que contagiava a
cafeteria; E contudo, no auge da música, quando a batida explodiu, Benedetto me
puxou pela cintura e me lascou um beijo e então nos beijamos intensamente, como
se o mundo tivesse parado só para nós; A multidão ao redor parecia desaparecer,
e por alguns minutos éramos apenas nós dois, dançando como se o mundo fosse
feito de música e café. O calor da primavera misturava-se ao calor da pista, e
eu sentia meu coração bater no mesmo compasso da batida eletrônica.
Portanto Benedetto aproximou o seu rosto do meu ouvido
e;
- Kitty, se a vida fosse uma música, eu
escolheria dançar essa com você para sempre, amore mio.- ele disse em meu
ouvido, tentando vencer o som do Dj
Deste modo, essa frase dele, me arrepiou inteira,
então logo eu sorri, seguirei a mão dele com força e;
-Então, não vamos parar nunca, meu amor!-eu respondi
no ouvido dele
-ah, e eu quero dizer também, quem diria que um dia eu
estaria numa cafeteria, num sábado à tarde, tomando cappuccino e dançando J.Lo
com um charmoso e gostoso italiano- eu disse sorrindo
Com isso Benedetto riu e;
- E quem diria que o CEO mais sério e reservado de
Manhattan, estaria aqui dançando feito louco ao som de On The Floor com uma
incrível e gostosa jornalista-ele respondeu
Pois então, eu ri e naquele momento, percebi que não
importava se fosse uma livraria silenciosa ou uma balada numa cafeteria hypada:
ao lado de Benedetto, cada cenário se transformava em palco para o nosso
romance cinematográfico.
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Amei o conto e história, o texto por si só já é maravilhoso, divertido e incrível; Mas a cena do casal Kitty e Ben dançado juntinho ao som de Jennifer Lopez é tudo para mim, que química que esse casal tem e que cena incrível é essa! Melhor casal do mundo! Obrigada por nos presentear com mais um conto incrível e por fim fico no aguardo de mais um capítulo na história cinematográfica de amor de Katherine e Benedetto!
ResponderExcluirObrigada!
ResponderExcluirPerfeito ❤️
ResponderExcluirObrigada!
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