Um Café Em Manhattan
Havia se passado umas semanas desde que eu voltei da minha viagem e temporada em Pienza na Toscana junto com o meu namorado Benedetto e desde também que eu tive um tempo só para mim e para ficar com ele. E com a nossa volta para Manhattan, tivemos também a minha volta a rotina normal do dia-a-dia; eu voltei a trabalhar feito louca no jornal e ele(o Benedetto) também havia voltando a rotina intensa como empresário e dono de uma grande empresa de tecnologia e por conta disso fazia um tempo que não nos saiamos e aproveitávamos um momento à dois, sem a pressa e a correria do dia-a-dia.
E quando finalmente tínhamos um momento para almoçar,
tomar um café ou jantarmos juntos e conversamos, nós sempre acabávamos
conversando sobre nossos respectivos trabalhos e sobre quando iriamos viajar de
novo e relaxar ao invés de enlouquecermos por causa de nossos respectivos
trabalhos e sempre as refeições eram rápidas, pois sempre tínhamos que voltar
para o trabalho e resolver problemas em nossas respectivas empresas. Mas aí um
belo dia resolvemos que teríamos um dia de folga, para relaxarmos e curtimos
Manhattan sem pressa e como pessoas normais, fazendo coisas cotidianas como:
Andar de metrô.
Contudo numa
quinta-feira de muito frio em New York, estava eu andando de metrô junto com o
meu namorado Benedetto Leone, já que a nosso romance se resume as coisas e
gestos simples do cotidiano e na simplicidade da vida; Nós estávamos indo visitar galerias de artes quem ficam no bairro
do Soho. Pois então O metrô vibrava sob Manhattan, eu e Benedetto dividíamos os
fones de ouvido como se compartilhássemos um segredo. As músicas de jazz
tocadas em minha playlist no spotify, mas especificamente a canção They Can't
Take That Away From Me de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong , que nos envolvia,
criando uma bolha de intimidade em meio ao barulho metálico dos trilhos. Eu(Katherine),
com meus cabelos curtos em corte chanel e óculos que refletiam a luz fraca do
vagão, observavam Benedetto; Alto, musculoso, com a sua barba rala, sentindo
que o mundo inteiro se resumia ao sorriso dele com a minha cabeça apoiada no
ombro dele, enquanto ele observava os rostos apressados ao redor, parecendo
distraído em meio ao fluxo de pessoas no transporte.
Portanto depois de alguns minutos, o metrô finalmente
parou, nos trazendo para a estação da quinta avenida, já que ele(O Benedetto)
me disse que queria fazer uma caminhada pela quinta avenida, antes de irmos
“turistar” no Soho; Quando nós dois finalmente emergimos na quinta avenida, caminhando
de mãos dadas; O ritmo frenético da cidade nos engoliu. Vitrines reluziam,
táxis disputavam espaço, e a multidão se movia como um rio apressado. Mas então
quando o relógio de rua bateu exatamente ao meio-dia, algo mudou. O sol
filtrado pelos arranha-céus tingiu a avenida de dourado, e flocos de neve
começaram a cair, delicados, como se o inverno tivesse escolhido aquele
instante para se tornar cúmplice, pousando sobre casacos e cabelos.
Então naquele instante em frente a uma livraria e
cafeteria aconchegante chamada Books and Coffee, que um saxofonista solitário
começou a tocar a canção They Can't Take That Away From Me de Ella Fitzgerald e
Louis Armstrong, a mesma música que nós dois ouvíamos minutos atrás; O som do saxofone
se espalhou pelo ar gelado, criando uma atmosfera quase mágica, transformando a
cena num palco íntimo. A livraria, com
vitrines repletas de livros que exibiam capas coloridas e clássicos em edições
antigas, parecia convidar os transeuntes a entrar. Ao lado, a cafeteria exalava
o cheiro quente de café recém-moído e pão doce, com o vapor embaçando os vidros
das janelas. Dentro dela, os clientes folheavam romances enquanto bebiam
cappuccinos, e o ambiente era um contraste acolhedor ao ritmo frenético da
avenida. Portanto naquele instante resolvemos entrar na Books and Coffee, pois
então assim que adentramos no local, pude notar que o espaço era iluminado por
lâmpadas de tom âmbar, que criavam uma atmosfera acolhedora. As estantes de
livros se erguiam como muralhas de histórias, repletas de romances clássicos,
poesia contemporânea e edições raras que pareciam guardar segredos. Entre elas,
mesas de madeira rústica estavam espalhadas, cada uma acompanhada por cadeiras
confortáveis e almofadas coloridas.
O balcão da cafeteria era um espetáculo à parte:
baristas habilidosos preparavam cappuccinos com desenhos delicados na espuma,
enquanto bolos caseiros e croissants dourados descansavam sob cúpulas de vidro.
O som suave de jazz preenchia o ambiente, criando uma trilha sonora perfeita
para quem buscava inspiração ou apenas um momento de paz.
Também pude observar e notar que haviam clientes de
todos os cantos da metrópole, enquanto alguns mergulhavam em livros, outros
escreviam em cadernos e notebooks, e havia aqueles que simplesmente observavam
o movimento pela janela, com uma xícara quente entre as mãos. O lugar tinha uma
magia própria: cada visita parecia uma pausa no ritmo frenético de Manhattan,
como se o tempo desacelerasse dentro das paredes do paraíso literário. E com
isso ao entrar na Books and Coffee descobri que a livraria-cafeteria se tornava mais do que um
espaço físico. Era um ponto de encontro de histórias: as que estavam impressas
nos livros e as que nasciam silenciosamente entre goles de café e olhares
cúmplices. Então eu e ele(meu namorado Benedetto) resolvemos explorar o lugar e
quem sabe achar algum livro interessante.
Pois então eu me perdi nos livros de romances
contemporâneos e obras clássicas do William
Shakespeare, enquanto ele se perdia em meio a clássicos da literatura italiana;
Contudo ficamos folheando alguns livros juntos como por exemplo: o livro O
Grande Gatsby do escritor americano F. Scott Fitzgerald e o livro Hamlet do
dramaturgo inglês William Shakespeare, até que resolvemos fazer uma pausa para
o café, então seguimos até a parte da cafeteria, então assim que chegamos no
balcão da cafeteria, a atendente veio até nós e então fizemos nossos pedidos:
dois cappuccinos de canela e dois cookies com gotas de chocolate, que haviam
acabado de sair e estavam quentinhos. Deste modo enquanto aguardamos nossos
pedidos, Benedetto ajeitou uma mecha dos
meus cabelos castanhos, que havia saído
do lugar por causa do vento lá fora. Quando nosso pedido finalmente ficou
pronto e chegou, o aroma de canela que era envolvente, rodeou o ambiente; Então
pegamos nossas bandejas e nos dirigíamos a uma mesa isolada perto da vitrine,
onde a janela era imensa de vidro duplo que isolava totalmente o barulho do tráfego.
Elas iam do chão ao teto, emolduradas por molduras de bronze, oferecendo uma
visão panorâmica da calçada sendo lentamente coberta pelos flocos brancos de
neve.
Logo chegamos a nossa mesa, Benedetto depositou a
bandeja e começou a dispor os itens sobre a mesa de madeira rústica criando um
cenário de puro conforto: os cappuccinos de canela, que estavam em xicaras de
porcelana branca, pesadas e aquecidas, foram colocadas exatamente à frente de
cada um. A espuma de leite estava densa e brilhante, decorada com uma arte de
"rosetta" que servia de tela para uma chuva generosa de canela
marrom-escura. O aroma era tão intenso que parecia criar uma bolha ao redor
deles. Já os cookies com gotas de chocolate estavam em pratos de cerâmica que
foram colocados no centro da mesa, os cookies ainda fumegavam, exalando aquele
cheiro inebriante de açúcar mascavo derretido. As gotas de chocolate estava no
ponto perfeito, começando a derreter e brilhar sob a luz âmbar da cafeteria.
Assim que nos sentamos, ele se inclinou
para frente, apoiando os seus cotovelos na mesa. Seus belíssimos olhos
castanhos fixavam em meus olhos, por trás das lentes dos óculos moderno dele.
-isso aqui está perfeito, Ben!- eu disse murmurando
enquanto o vapor do cappuccino embaçava levemente os meus óculos
-concordo com você Kitty, isso tudo está perfeito e
tem mais quem iria pensar que em meio ao caos de Manhattan, teria um paraíso
perfeito com esse!- ele respondeu enquanto pegava o grafo de
prata, para então cortar o primeiro pedaço do cookie
-verdade Ben, mas o bom é que agora temos um lugar
novo para frequentarmos sempre!- eu respondi dando mais um gole em meu cappuccino
com toque de canela
-então a partir de hoje, esse será o nosso refugio e
toda a vez que o nossos respectivos trabalhos, estiverem sugando nossa energia,
nós iremos nos encontrar aqui, para tomarmos café e nos perder em conversas
intelectuais e profundas e nos perder no meio de belas histórias de amor!-ele
respondeu
-combinado Ben, a partir de hoje esse lugar será nosso
refugio!-eu respondi
Portanto nós sorrimos um para o outro , e com o calor
da lareira à direita e o frio da neve que batia suavemente no vidro à esquerda,
nós ficamos ali tomando um delicioso
café da tarde enquanto conversávamos sobre os clássicos do cinema americanos
como por exemplo: o filme Casablanca de 1942, sobre as obras tradicionais do
gênero romântico da romancista inglesa Jane Austen e sobre os clássicos da literatura italiana, nós
também conversávamos sobre o por quê o
inverno é a melhor estação do ano, e até mesmo rindo de piadas que o Benedetto
me contava, em meio a cappuccinos de canelas e cookies que completavam o clima
perfeito, para um dia mais perfeito ainda, até que;
-sabe minha Kitty, gostei desse lugar, porque percebi que esse lugar fantástico e
acolhedor, me dá a sensação de que o tempo para. Olha só, lá no fundo tem uma
senhora lendo F. Scott Fitzgerald como se estivesse em outra dimensão!-ele
disse olhando para mim
-então Ben, é isso que eu mais gostei neste lugar,
cada pessoa mergulha em um mundo diferente, mas todos compartilham o mesmo
silêncio acolhedor.-eu respondi olhando para ele
Depois de um tempinho, o final do nosso café da tarde foi
marcado por um breve silencio entre nós dois; Dei o ultimo gole no meu
cappuccino, deixando uma leve marca de espuma em meu lábio superior, que o
Benedetto limpou com o seu polegar antes de me depositar um beijo rápido e
delicado no lugar.
Portanto nós nos levantamos em sincronia, Benedetto,
com sua cavalaria natural, me dando licença e logo em seguida;
-pronta para a nossa caminhada de inverno, minha amada
Kitty?- ele perguntou retirando do bolso um par de fones de ouvido sem fio
-pronta, meu amado Ben!- respondi
Logo ao cruzarmos as portas de madeira do “Books and
Coffee”, o frio de Manhattan nos
atingiu, mas estávamos protegidos pela bolha de calor que criamos lá dentro da
cafeteria; Benedetto colocou um dos fones em meu ouvido direito, e o outro em
seu ouvido esquerdo. Então a melodia de It Had to Be You Canção de Ray Charles
começou a pulsar em nossos ouvidos simultaneamente. O som suave da música
pareceu ditar o ritmo de nossos passos na calçada coberta de branco; Enquanto
caminhávamos pela famosa avenida e visitando locais incríveis e maravilhosos
que tinham por aí, como por exemplo: algumas lojas e bancas de jornais. Pois é
a cidade de New York é a coisa mais linda deste mundo e eu seria eternamente
grata por morar nessa cidade maravilhosa, até chegarmos ao nosso destino que
era a estação de metrô.
Portanto era por volta das 15:30 quando nós dois
finalmente chegamos na estação de metrô e então finalmente conseguimos pegar o
metrô e irmos para o bairro do Soho, visitar galerias famosas de arte; Depois
de um tempinho nós finalmente chegamos em nosso destino e então assim que
chegamos no bairro do Soho, nós continuamos a nossa caminhada pela metrópole,
unidos por um fone de ouvido, uma música de jazz e o silêncio branco de uma Nova York que, por
um momento, parecia pertencer apenas à nós dois; E observando magnificas obras
de arte expostas nas galerias artísticas em que entravamos; com ele(o
Benedetto) envolvendo-me em um abraço de urso para me proteger deste frio
intenso, descanso o seu queixo no topo de minha cabeça, enquanto ambos
sorriamos, felizes por estarmos juntos vivendo esse lindo e fofo momento e
gratos pela nossa maravilhosa história de amor, que com toda a certeza deste mundo,
saiu de uma comédia romântica e completamente feliz e sorridente por ter
descoberto um refúgio para me encontrar com o meu amada Benedetto quando o
nossos serviços estiverem caóticos demais.

Comentários
Postar um comentário