Amor Em Escala Internacional
Numa tarde qualquer de quarta-feira, lá estava eu em minha belíssima cobertura em Manhattan, especificamente em meu escritório sentada em minha cadeira na minha escrivaninha com o meu notebook ligado num página em branco, tentado escrever a matéria/ reportagem sobre a crise do governo atual americano enquanto eu ouvia com fones de ouvido a música Autumn In New York da cantora Ella Fitzgerald, para tentar me concentrar em meu trabalho.
Pois então o som do jazz ecoava pelos meus ouvido, até
que de repente a playlist aleatória
mudou. Os primeiros acordes de "The First Time", do cantor italiano
Damiano David, ecoaram pelos meus fones de ouvido. A voz rouca e melancólica
preencheu o espaço, e com isso parei de digitar. O cursor no documento em
branco piscava como um coração palpitante.
Ao fechar os olhos, eu não vi mais os gráficos de
audiência; Vi o meu namorado Benedetto Leone.
Então o meu trabalho tornou-se impossível. A música era um gatilho que me
transportava diretamente para os braços do meu amado. Portanto em minha mente, a
imagem de Benedetto Leone surgiu com uma nitidez avassaladora. E com os meus
olhos fechados, eu quase pude sentir a presença dele ali. Benedetto era o meu
oposto físico: um gigante de 1,83m, dono de ombros largos e músculos esculpidos
pela academia que ele fazia todos os dias e pelo foco disciplinado de quem
construiu um império na tecnologia.
Contudo eu sorri ao me lembrar de como os cabelos
castanhos dele sempre ficavam levemente desarrumados quando ele passava horas
programando, do jeito como ele digitava códigos em uma velocidade sobre-humana;
Eu também amava a barba rala dele que arranhava meu rosto de forma carinhosa e
o contraste entre a força bruta de suas mãos e a delicadeza com que ele tocava meu
rosto. Porém a música atingiu o refrão, e eu fui transportada para a noite
anterior. Onde nós dois estávamos na varanda, com o ar gelado de Nova York
contrastando com o calor do corpo dele atrás do meu e enquanto observamos a lua
cheia, com o skyline de Nova York ao fundo;
-Kitty, amore mio- a voz dele, um barítono
rico com aquele sotaque italiano que sempre me desarmava, soou baixa em meu
ouvido.
“-A Toscana não é o fim do mundo, mas o projeto exige
que eu esteja lá. Essa temporada na Itália é necessária para a fusão."-
completou ele
Me lembrei de ter me virado nos braços fortes dele, as
minhas mãos pequenas espalmadas contra o peito sólido de Benedetto.
“-Eu sei que é trabalho, Ben. Mas meses? Manhattan vai
parecer vazia sem o som das suas teclas de madrugada ou o cheiro do seu
café."- eu respondi
Ele me puxou para mais perto, escondendo o rosto na
curva do meu pescoço;
“-Prometo que cada pôr do sol na Toscana me fará
lembrar de você. E quando eu voltar, o tempo que passamos longe será apenas um
parágrafo curto na nossa história."-ele respondeu olhando para mim
Mas ao abrir ao
meus olhos e voltar para a minha “realidade” como jornalista e voltar para o
presente, eu suspirei, pois eu sabia exatamente que os próximos meses, seriam
um teste de resistência emocional para mim.
Já que eu irei sentir muita, mais muita falta dele; Sentirei a falta da risada dele
às três da manhã, de como ele prepara a melhor lasanha do mundo apenas para me
ver sorrir, da forma como ele me carrega sem esforço para que eu possa alcançar os livros nas prateleiras mais altas.
Sentirei também falta do contraste da mão dele, imensa, segurando a minha
enquanto caminhávamos pelo Central Park; De saber que, não importa quão caótico
fosse o mundo editorial, o abraço dele era e é o meu porto seguro, de receber
buques de rosas vermelhas dele, inesperadamente num domingo de manhã, De como
ele prepara o café italiano perfeito enquanto debate comigo as manchetes do dia;
Do jeito que ele me abraça por trás enquanto eu escrevo, descansando o queixo
no topo da minha cabeça.
Com isso fiquei pensando também em como eu sentirei
saudades dos nossos passeios por Manhattan andando de metrô, do jeito que ele
fica um gato sem camisa e com o cabelo bagunçado pela manhã, do jeito que ele
conhece cada mínimo detalhe sobre mim, de como gostamos de assistir os filmes
de Harry Potter juntos num sábado à tarde, das massagens que ele(Benedetto)
fazia em mim para eu relaxar depois de um dia caótico de trabalho, do jeito que
ele coloca para tocar alguma canção da Taylor Swift ou da banda The Beatles
para me animar, nos dias em que eu estou cansada e triste, do jeito que ele me
olha todo apaixonado enquanto eu estou perdida em algum livro de romance numa
livraria charmosa no bairro do Soho, sentirei saudades dos beijos apaixonados
dele, do toque dele em meu corpo enquanto nos amamos e até mesmo de como ele me
faz rir com as suas péssimas catadas de programador, em um momento inesperado
como um jantar e ou num passeio por uma galeria de arte.
Deste modo, eu assentiu profissionalmente. Mas agora,
ouvindo a música, a realidade doía. Meses sem o calor dele? Meses sem as nossas
discussões intelectuais que varavam a madrugada? Manhattan parecia subitamente
vazia, fria e cinza, apesar do luxo. O cursor no texto sobre política piscava, irritante, mas eu só pensava em uma
única coisa: lagar tudo de pernas para o ar e ir atras do Benedetto e ir para a
Toscana junto com ele e passar uma temporada na Itália ao lado do homem que me
faz feliz e que me mostra o que é ser amada de verdade.
E olhando para a tela do laptop; Eu tinha reuniões com
acionistas, três capas para aprovar e um império para gerir. Mas a letra da
música continuava a ecoar: "...the first time...".
-Que se dane o império, vou viver a minha vida e
meu romance italiano! -ela sussurrou para o seu escritório vazio, murmurando
para as paredes de vidro
Em um movimento impetuoso, eu fechei o meu laptop com força; Eu não era
apenas uma bilionária; eu era a dona da própria vida e do jornal. Pois então em
trinta minutos, eu joguei o essencial em uma mala de grife, peguei meu
passaporte e desci correndo para a entrada de meu prédio. Assim que eu estava
na entrada do edifício, eu peguei um taxi que está parado ali e fui em direção
ao aeroporto JFK, onde o objetivo era o homem que detinha o código-fonte do meu
coração.
Pois assim que cheguei ao meu destino, desci do taxi
com a minha mala de grife e minha bolsa e entrei no local; Percebi assim que entrei,
que o aeroporto internacional estava
lotado, mas eu não me importava. Com minha estatura pequena, eu cortava a
multidão como uma força da natureza, a mala batendo contra as pernas enquanto
corria em direção ao portão de embarque para Florença.
— BENEDETTO! — o grito meu ecoou pelo terminal de
embarque, surpreendendo os passageiros.
- BENEDETTO LEONE!- continuei gritando pelo aeroporto
enquanto corria
Até que de repente, eu avistei, a silhueta alta e
imponente de Benedetto perto do portão de embarque internacional. Ele estava de
costas, checando algo no celular, vestindo um casaco escuro que realçava seus
ombros largos.
-BENEDETTO! -eu gritei, com a voz firme apesar do
fôlego curto
Portanto ele se virou rapidamente, os olhos castanhos
arregalados de surpresa por trás das lentes dos óculos. Ele me viu ali,
pequena, ofegante, segurando uma mala e com o cabelo Chanel levemente bagunçado
pela corrida. Então ele correu até mim, me erguendo no alto e me girando num
abraço apertado e caloroso em meio ao frio que fazia lá fora, depois ele me
colocou no chão de volta e;
-Katherine!- ele disse com o cenho franzido em
confusão
- O que você está fazendo aqui, Kitty?
O que aconteceu? Você não tinha aquela reunião crucial com o conselho agora à
tarde? Você não deveria estar trabalhando?-ele continuou dizendo, me fazendo
muitas perguntas
Eu respirei fundo, olhei para cima para encarar o
homem que amava e que deu um sorriso desafiador;
-Eu larguei tudo, Benedetto. Deixei o jornal, deixei
Manhattan, deixei as notícias. Eu vou para a Toscana com você. Pois eu descobri
que não posso esperar meses para te ver de novo.- eu respondi olhando
profundamente nos olhos castanhos dele
Benedetto soltou uma risada incrédula, os olhos
castanhos brilhando de admiração e puro amor. Ele me envolveu em seus braços para um abraço. Então
eu sorri, sentindo o cheiro dele que eu tanto amava e
a segurança daqueles braços musculosos;
- Você é completamente louca, Kitty! —
exclamou ele
-Eu sou completamente louca por você, meu programador
italiano!-respondi
Então deste modo Benedetto me puxou pela cintura e me
beijou com intensidade, selando o destino de nós dois. Com a prova de que o
trabalho podia esperar; Mas a Toscana e o nosso amor não. Então por fim, eu e Benedetto caminhamos
de mãos dadas até o avião, rumo a Itália e rumo a minha nova aventura e rumo a
mais um capítulo da minha história de amor com o Benedetto Leone, só que agora
na Toscana conhecendo mais sobre as origens do homem que eu amo e aproveitando
cada minuto com o meu namorado que me faz feliz e que me faz perceber que o meu
trabalho ou o fato de eu ser uma bilionária e dona de um jornal, não faz
sentindo, se eu não tiver ele ao meu lado, me amando incondicionalmente e me
apoiado em cada conquista e loucura minha, como jogar tudo para o ar e ir para
Itália viver o meu romance com o meu italiano.
.jpg)
Comentários
Postar um comentário